No próximo sábado (dia 26), o treino será das 8 às 10hs no posto 6 da Barra. Bons treinos !!!
   No próximo sábado (dia 26), o treino será das 8 às 10hs no posto 6 da Barra. Bons treinos !!!

Colado na Elite – Artigo na Revista Runners World

Max é um senhor corredor de montanha e diretor-técnico da assessoria esportiva Start, que oferece treinos de corrida e triatlo. Para nossa sorte, também acumula o cargo de colunista da Runner’s Word. Na última edição da Maratona de Berlim, ele cravou seu novo recorde pessoal na distância: 2h37min40, quase três minutos mais rápido que em 2013. Foi o segundo brasileiro a chegar. Escolheu Berlim por ser uma prova rápida, com percurso plano, temperatura amena e bastante animada. Confira abaixo todo o processo de Max para alcançar essa marca impressionante e inspire-se para seus próximos 42 km!

As metas e os treinamentos

Fui triatleta durante muitos anos e parei de treinar em 2007, quando comecei a treinar para corridas de montanha.

Mas em 2013 resolvi correr Berlim e tentar fazer a prova a 4min/km. Terminei em 2h40, ou seja bem abaixo do programado. Em 2014 fui correr Chicago com a meta de baixar das 2h40 e terminei em 2h39.

Para Berlim em 2015, a meta seria diminuir das 2h39, afinal a idade de 44 anos já começa a pesar e se eu forçar muito posso ter lesões e ter que parar de correr. E aí “ a casa cai “, pois a corrida é tudo na minha vida e parar de correr é uma opção que não existe.

Mantive a programação de treinos que fiz em 2013, ou seja , fiz um volume semanal de cerca de 110 a 120 km por semana durante cerca de 3 meses antes da prova. No primeiro mês ainda estava com um pequeno excesso de peso e em 2015 foi bem difícil atingir o peso que considero o ideal. Mas, no último mês, os treinos deram resultados e o peso ficou ótimo e os tempos nos treinos longos melhoraram muito. Meu último treino longo cerca de 15 dias antes da prova foi de 28 km e fiz num ritmo de 3:50 por km. Esses treinos me fizeram acreditar que eu poderia fazer o tempo desejado.

A cidade Berlim

Berlim é um cidade muito bem planejada e com ótimos restaurantes e lugares para se visitar. Isso é muito perigoso, pois fui com um grupo grande e acabei fazendo longas caminhadas antes da prova. Mas no final serviu para aliviar o estresse antes de uma corrida tão importante. Fiquei hospedado no hotel Radisson que fica cerca de 3kmsda largada, mas indo de metrô é super fácil de chegar. Chegamos na quinta feira e na sexta feira fizemos uma pequena corrida de 8 km bem leve para tirarmos fotos no portão de Brademburgo. Já nesta pequena corrida consegui perceber como é fácil e gostoso correr em Berlim. O clima frio e seco e a cidade plana e arborizada facilita muito a vida de quem quer correr rápido.

A ida para a prova

Cheguei na largada cerca de 1 hora antes, deixei as coisas no guarda volumes, pois sabia que o frio após a corrida era intenso e precisava me trocar o quanto antes. Fui para a largada cerca de 30 minutos antes e, em um pequeno gramado, fiz um aquecimento de 15 minutos de trote bem leve com pequenas acelerações, pois sabia que o início da prova já seria bem rápido.

A largada

A temperatura no horário da largada era de cerca de 10 graus, ou seja, ideal para fazer um bom tempo. Apesar de largarem 44mil pessoas em Berlim, a prova é super organizada e não tem tumulto algum para largar, pois as pessoas respeitam a largada por ondas. Larguei no primeiro pelotão que é para os atletas que possuem tempo abaixo de 2h e 40mins. Fiz uma boa largada e encaixei um ritmo de 3:40 por km já nos primeiros kms.

Ritmo

A dificuldade que sempre tive nas maratonas foi a de manter o ritmo no início da prova, pois a tentação de acompanhar o ritmo das primeiras colocadas é muito grande, mas é um ritmo muito forte para mim e me conscientizei disso na maratona de Chicago ano passado quando fui acompanhar as primeiras mulheres e quase quebrei e sofri para terminar a prova.

Em Berlim 2015 desde os primeiros kms encontrei um corredor que passava cada km a 3:40 por km e esse ritmo estava ótimo para mim, então não larguei ele até o km 21 quando passamos para 1h 16mins e 20seg. Mas do km 21 para o km 22 ele passou o km em 4mins por km.

Então larguei esse atleta e tentei encontrar meu ritmo, mas no km 32 eu senti que estava muito difícil manter um ritmo abaixo de 3:50 por km, acho faltou uma melhor alimentação, pois o corredor que acompanhei desde os primeiros kms se alimentava a cada 30mins e ele me passou faltando 2kms.

A Chegada

A prova de Berlim é animada do início ao fim, com bandas de música a cada km, pessoas gritando o tempo todo. Muitas crianças estendem a mão para tocarmos durante o percurso.

Numa longa reta no final podemos avistar o portão de Bradenburgo e as pessoas gritam muito, ali tiramos uma força que nos faz correr mais forte do que podemos imaginar. Mais uma vez foi incrível!

Terminei em 2h e 37mins e 40seg, melhorei em quase 3mins o tempo que fiz em 2013 e fui o segundo brasileiro a chegar, porem a sensação é de que é possível diminuir um pouco mais ainda esse tempo para 2016.

Após cruzar a linha de chegada fiz uma longa caminhada de cerca de 1,5kms e é muito difícil pois a musculatura fica enrijecida do frio e do esforço. Às vezes andava de costas para aliviar a caminhada.

Após pegar minhas roupas no guarda volumes sentei no gramada em frente ao parlamento alemão para relaxar um pouco e esperar meus amigos e me deu uma emoção enorme por tudo o que passei antes dessa prova e o choro foi incontrolável com uma mistura de alegria e superação.

Pós prova

Após a prova tomamos muita cerveja e dançamos bastante na cervejaria HB, mas o melhor estava por vir que foi o show do U2 no Mercedez Benz Arena. O show foi incrível!

 

Link para o artigo: http://runnersworld.com.br/783-colado-na-elite/

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